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'Me olhou e disse: eu matei tua filha', relata mãe de vítima de feminicídio em Porto Alegre

'Me olhou e disse: matei tua filha', relata mãe de vítima de feminicídio em Porto Alegre A mãe de Thamires de Araújo Rodrigues, mulher de 24 anos que foi m...

'Me olhou e disse: eu matei tua filha', relata mãe de vítima de feminicídio em Porto Alegre
'Me olhou e disse: eu matei tua filha', relata mãe de vítima de feminicídio em Porto Alegre (Foto: Reprodução)

'Me olhou e disse: matei tua filha', relata mãe de vítima de feminicídio em Porto Alegre A mãe de Thamires de Araújo Rodrigues, mulher de 24 anos que foi morta a facadas em Porto Alegre no início do mês, fez um relato do momento em que encontrou a filha em casa após o feminicídio. O companheiro dela, Douglas Vinicius dos Santos Bernardo, 29 anos, foi preso suspeito do crime. A dona de casa Thaís de Araújo participou de um protesto neste sábado (10) no bairro Restinga, na Zona Sul da capital gaúcha, para pedir uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) na região — demanda que ganhou força após a morte de Thamires. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Foi ela quem encontrou a filha morta em casa, ainda com o companheiro dela no local do crime. Thaís tinha ido levar a neta de volta a neta que havia passado a noite na casa da avó. Thamires deixou dois filhos. “Cheguei na casa e bati, bati, bati. Quando ele abriu a janela do banheiro, exalou um fedor de álcool muito forte. Perguntei onde estava a Thamires, se tinham brigado porque ele estava arranhado. Ele se transformou dizendo: me dá minha filha. Eu disse que não ia dar minha neta e perguntei: cadê minha filha”, conta Thaís. “Daí ele me olhou e disse assim: Thaís, eu matei a tua filha.” Naquele momento, ela forçou a porta e entrou na casa para encontrar a filha no chão, já sem vida. A mãe conta que Thamires e Douglas não tinham histórico de brigas. Pelo contrário: a família toda mantinha uma boa relação. “Revoltante demais. Nunca chamei ele de Douglas. Eu chamava ele de meu genrinho. ‘Oi filho, vamos fazer um churrasco hoje’. Eu me dava melhor com ele até do que com a minha filha. Eles nunca brigaram, era um pai maravilhoso, um marido maravilhoso. O filho era apaixonado pelo pai”, relata. Thaís disse que vai lutar para ficar com a guarda dos dois netos após o episódio. “Eu perdi minha filha, mas os meus netos perderam o pai e a mãe deles.” A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. O suspeito, que era repositor de mercadorias em um estabelecimento comercial, segue preso. Durante o protesto deste sábado, os moradores se reuniram na esplanada da Restinga, bairro mais populoso de Porto Alegre com 62 mil pessoas. A Deam mais próxima fica a 17 quilômetros do local. A Polícia Civil se manifestou por nota: “Instalar a delegacia da mulher no local é prioridade, mas falta efetivo para a estruturação. A expectativa é que, com o chamamento de novos concursados, seja possível fornecer o serviço no ano que vem. A criança de uma Sala das Margaridas junto à delegacia do bairro está prevista para o início do próximo mês.” Segundo levantamento feito pela prefeitura da capital gaúcha, o bairro lidera os registros de estupro, ameaça e violência psicológica contra as mulheres na cidade. Thaís de Araújo, à direita, pede justiça após o feminicídio da filha em Porto Alegre Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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