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Cavaleiros de cinco cidades gaúchas terão de fazer curso obrigatório para participar de cavalgadas

Cavalgada para levar a Chama Crioula da Convenção Tradicionalista Giovani Grizotti/ RBS TV A 12ª Região Tradicionalista — que abrange os municípios de Ca...

Cavaleiros de cinco cidades gaúchas terão de fazer curso obrigatório para participar de cavalgadas
Cavaleiros de cinco cidades gaúchas terão de fazer curso obrigatório para participar de cavalgadas (Foto: Reprodução)

Cavalgada para levar a Chama Crioula da Convenção Tradicionalista Giovani Grizotti/ RBS TV A 12ª Região Tradicionalista — que abrange os municípios de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Nova Santa Rita — aprovou, no último domingo (22), uma nova exigência para participação em cavalgadas oficiais. A decisão foi tomada durante o Congresso Regional (Congregare) realizado no CTG Independência Gaucha, em Esteio. A partir de agora, cavaleiros que desejarem integrar eventos sob supervisão do Departamento de Cavalgadas Regional precisarão realizar o Curso de Formação de Cavaleiros (CFC). A medida consta na proposição aprovada no encontro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Conforme o documento, o curso terá validade de dois anos, com certificação e registro junto à secretaria regional. A apresentação do certificado será obrigatória para participação em eventos específicos. Cavaleiros que não comprovarem a realização do curso poderão ter a participação, permanência ou presença rejeitada nas atividades oficiais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta, elaborada pelo Departamento de Cavalgadas Regional, prevê uma formação dividida em módulos, abordando desde o valor histórico das cavalgadas até postura adequada em eventos, identidade tradicionalista e pertencimento à missão de representação da região. Também estão incluídas orientações sobre diretrizes e regimentos atualizados da ORCAV e ORCARE, além de esclarecimentos sobre punições e sanções em casos de descumprimento das normas. O curso contará com palestras ministradas por convidados, rodas de conversa sobre experiências e memórias das cavalgadas, além de atividades práticas. Entre os conteúdos previstos estão noções de primeiros socorros, organização de acampamentos, encilhas, equitação, condução adequada do animal e práticas campeiras. Críticas A decisão gerou uma enxurrada de críticas. O ex-presidente da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, Solon Silva, que há 36 anos participa de cavalgadas tradicionalistas, manifestou-se contra a exigência de um curso obrigatório para participação nos eventos. Para ele, a medida não contribui para manter viva a tradição gaúcha e acaba dificultando a vida de quem está “no lombo do cavalo”. Solon argumenta que a responsabilidade por uma cavalgada é do diretor do evento e defende que os tradicionalistas que participam já possuem conhecimento suficiente sobre os percursos e as regras de translado. Ele também questiona a validade de dois anos prevista para o curso e afirma que decisões como essa estariam sendo tomadas por pessoas que não vivenciam a realidade das cavalgadas. Em tom crítico, o tradicionalista lamenta a aprovação da proposta e diz que há um distanciamento entre quem organiza as regras e quem participa efetivamente dos trajetos. Segundo ele, o excesso de exigências pode desestimular a participação e descaracterizar práticas herdadas dos antepassados. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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