Bandeiras a meio-mastro: Tribunal do RS decreta luto de três dias por morte de Juíza após coleta de óvulos em clínica de SP
Juíza morre após coleta de óvulos em clínica de reprodução assistida de SP Bandeiras serão colocadas a meio-mastro nos prédios do Tribunal de Justiça e...
Juíza morre após coleta de óvulos em clínica de reprodução assistida de SP Bandeiras serão colocadas a meio-mastro nos prédios do Tribunal de Justiça e do Palácio da Justiça do Rio Grande do Sul após o TJRS decretar luto oficial de três dias pela morte da Juíza Mariana Francisco Ferreira, da Comarca de Sapiranga, nesta quarta-feira (6). A mulher de 34 anos morreu após uma coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental e é investigado pela polícia, que busca esclarecer se a morte ocorreu por possíveis falhas no atendimento ou em decorrência de complicações médicas comuns ao procedimento. Fertilização in vitro Segundo boletim de ocorrência, a vítima realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira (4) em uma clínica de reprodução assistida. De acordo com o registro, após receber alta por volta das 9h, Mariana voltou para casa, mas passou a apresentar fortes dores e sensação de frio. Diante da piora, a mãe a levou de volta à clínica por volta das 11h. Mariana foi encaminhada para a Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada às 17h e foi levada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No dia seguinte, 5 de maio, a paciente passou por uma cirurgia. Apesar das medidas adotadas, o quadro clínico evoluiu de forma grave. Quem era a Juíza Mariana era de Niterói (RJ) e ingressou no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul em dezembro de 2023, quando foi designada para a 1ª Vara Judicial da Comarca de Parobé. Ao assumir o cargo, ela relatou que sonhava desde a adolescência em se tornar juíza de Direito e que iniciou a preparação para a carreira em 2018, cinco anos antes de prestar concurso, segundo o Tribunal de Justiça do RS. Em 2025, atuou no Juizado da 1ª Vara Regional de Garantias, em Porto Alegre, e posteriormente na 1ª e na 2ª Vara Criminal da Comarca de São Luiz Gonzaga. Em fevereiro deste ano, passou a atuar no Juizado da Vara Criminal de Sapiranga. Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte da magistrada. A corregedora responsável pela comarca afirmou que a juíza se destacou pelo “zelo na apreciação das causas” e pelo comprometimento com a efetividade das decisões. O tribunal também decretou luto oficial de três dias. Investigação O caso foi registrado pelas autoridades como “morte suspeita” e “morte acidental”. A polícia apura as circunstâncias do ocorrido, incluindo a possibilidade de complicações inerentes ao procedimento ou eventual falha durante o atendimento médico. O g1 mandou mensagens para os canais de atendimento da clínica e aguarda resposta. Juíza Mariana Francisco Ferreira, da Comarca de Sapiranga Juliano Verardi/ TJRS VÍDEOS: Tudo sobre o RS